ESTE É O MEU CONTRIBUTO PARA A CAMPANHA ELEITORAL

5 05 2011

A epopeia de um déspota e a estratégia dos media: ensaio sobre um país à beira do caos!

por Paulo Carvalho

Sou um pacato, anónimo e honesto cidadão português e aquilo que me distinguirá da maioria dos meus compatriotas é o facto de escrever e partilhar a raiva que vai em mim, apesar de não ser fazedor de opinião, cronista, jornalista, famoso ou ter qualquer outro desses atributos que fazem com que apenas pessoas que não sentem a crise, sejam socialmente autorizados a falar dela. No dia em que os media derem tempo de antena a cidadãos honestos e trabalhadores que ganham 500 euros por mês, e deixe que estes condicionem opiniões, então aí sim a palavra Justiça começa a fazer sentido.

Não passo de alguém que quer apenas fazer chegar uma mensagem ao maior número de pessoas e, com isso, contribuir para que algumas mentes despertem da letargia. Se todos os portugueses (os que não se identificam com este Portugal, leia-se) fizerem um simples acto que demonstre a sua revolta, o país mudará, acreditem!

Este texto é a súmula de muitos textos que, de há uns anos a esta parte, me apeteceu escrever.

Quis a ironia do destino, ou melhor, quis o povo que Portugal tivesse ao leme dos seus destinos, há mais de cinco anos, um homem que, estou em crer, a História se encarregará de caracterizar melhor do que eu! José Sócrates Pinto de Sousa, que fez questão de adoptar o mais estranho dos seus nomes para sua chancela, quiçá procurando algum paralelo com o mais brilhante de todos os filósofos, mas esquecendo que o seu percurso tem tornado pecaminosa tal analogia, pois não haverá melhor exemplo de contradição.

Este homem foi eleito, como aliás acontece sempre em Portugal, não por qualquer mérito, mas por demérito de quem o antecedeu. Em Portugal ninguém ganha eleições; em Portugal apenas se perdem eleições. Os parcos horizontes mentais do meio país que vota desde o 25 de Abril, e a competência revelada pelos políticos, impedem que alguém ganhe eleições e fazem com que apenas o PS e o PSD percam eleições. Em 2005, o sábio povo, mais uma vez para castigar quem não lhes agradou, podia ter feito mil coisas, entre elas colocar no poder gente nova, partidos novos, de esquerda, direita, do centro, votarem todos em branco, votarem todos nulo… enfim; mas não! Como é apanágio na «democratura» tuga, castiga-se o peixe, votando na carne e castiga-se a carne, votando no peixe. Pior que isso, e constatando que o peixe é podre e a carne é putrefacta há décadas, perpetuam esse enjoativo jogo, num frenético exercício masoquista.

Claro que as estas coisas são lentas no tempo, mas o tempo acaba por chegar e damos por nós, hoje em dia, de caras com a inquietante factura desse mórbido ritual de troca bipolar de poder, assente na legitimidade do voto da populaça!

Trinta anos de política palaciana, em qua autênticos tsunamis financeiros inundavam atabalhoadamente o país, tornando a geração de pais e filhos dos últimos 30 anos numa generalizada máquina de consumo, cuja cegueira do aparente novo-riquismo, impediu que se implantassem as mais básicas regras de justiça social e, pior que tudo, que uma cultura desprovida de valores, de educação, de razão e, em última instância, de humanidade, alastrasse em Portugal. A mais aberrante consequência disso, são fortunas colossais amealhadas no exercícios de cargos públicos, onde os, já de si, absurdos e ofensivos vencimentos são complementados pela corrupção generalizada.

Este estado de abastança geral, levou a que as pessoas entrassem numa espécie de anestesia social, sem que as evidências de um país pobre cheio de gente rica, as incomodasse, vivendo o «hoje» e deixando o «amanhã» aos políticos.

Esse «amanhã» chegou e os políticos são os mesmos. O que variou, para muito melhor, foi o seu património pessoal. O país continua pobre; cada vez mais pobre. As pessoas, para além de continuarem pobres intelectualmente, são-no, agora e cada vez mais, financeiramente. Conclusão: se considerarmos ricos, aqueles que auferem rendimentos mensais acima de 3000 euros, merecidos ou não, há entre estes, dois grupos que condicionam a nação de forma brutal: os agentes ligados aos media (jornalistas, comentadores, apresentadores, etc) e os políticos. Os primeiros enquanto fazedores e moldadores de opinião e que, num país em que as mentes são franzinas, facilmente conseguem levar o rebanho ao prado que desejam; os segundos, porque governam e legislam e, por conseguinte, também levam o mesmo rebanho a seu prado, nem que seja pela simples força da Lei.

Deste pantanal, surge um país em que, no ano 2011, o ordenado mínimo está abaixo dos 500 euros, mas uma apresentadora de televisão, que pouco mais faz do que guinchar desalmadamente, ganha 50 000 euros mensais; um doente espera 5 anos por uma cirurgia, mas um gestor público ganha mais de um milhão de euros num ano; uma empresa pública tem 700 milhões de passivo, mas muda a frota de automóveis topo de gama dos administradores de 3 em 3 anos; um cidadão é preso por consumir droga, mas os mega-processos envolvendo figuras públicas arrastam-se por anos a fio e acabem em nada; o leite escolar paga 23% de IVA, mas os campos de golfe pagam 6%; o país está no limiar da bancarrota mas continua a falar-se no TGV e no aeroporto. Enfim, um rol de contradições que não existe termo no léxico português que caracterize o grau da sua aberração.

Isto é fruto de uma política em que o povo vota. Isto é fruto de políticos que, sabiamente, vivem à sombra da ignorância popular.

O epíteto dessa desgraça chama-se José Sócrates. Um autocrata obstinado! Um sujeito que lidera um partido desnorteado com mão de ferro com um bando de lacaios submissos, cujo mais ocupado assessor é o de imagem; aplaudem-no, dizem ámen a tudo, mas no fundo gostariam de ter coragem para enfrentar o mentecapto. Mas não têm… Um homem nascido e vindo do interior esquecido e que chegou ao sucesso por uma das únicas duas vias que permitem tal ascensão: o talento ou a política. Obviamente que, neste caso, apenas a segunda hipótese prevaleceu. Aliás, a política é para mim o mais obtuso, absurdo e contraditório conceito, pois se, por um lado, é aquilo que legal e constitucionalmente mais condiciona a vida das pessoas, por outro lado, é a maior imundice das pseudodemocracias; é um antro fétido de jogos de interesses instalados de clientelismos, regados por uma corrupção sórdida completamente impune.

Em 5 anos, Sócrates cometeu a proeza de decapitar por completo um país cuja cabeça acaba de ser entregue numa bandeja aos senhores da troika. A liderança política de José Sócrates esventrou toda a estrutura portuguesa, já de si débil, e atirou-nos para o limiar da bancarrota! O Homem que muitos pensam inteligente e detentor de dom de palavra, mas que pouco mais faz do que servir de manequim de fatos caríssimos, ler telepontos e olhar-se ao espelho, dando asas ao seu narcisismo agudo!

Luis Campo e Cunha (antigo ministro de Sócrates) diz, sobre esta crise, que vivemos um filme de terror em que o Drácula culpa a sua vítima, aludindo numa brilhante metáfora, a que Sócrates consegue hoje encarnar um papel absolutamente surreal de conseguir culpar os outros por uma tragédia imputável a si próprio. Mas eu pergunto sempre: o que é que consegue ser mais inacreditável? É um homem que, ciente que despojou um país de quase tudo, protagonizando um política suicida e liderando um Governo assassino e que se reapresenta de cara lavada a eleições como se nada lhe fosse imputável, ou será constatar que ainda é considerado um herói pelos seus acólitos, um brilhante estadista pelos «bate-palmas» que o rodeiam e, pior que tudo, segundo se consta, um bom primeiro-ministro para mais de 30 % do zé povinho?

Acreditem que quando penso nisso, dá-me vontade de, qual Zeca Afonso, pegar na trouxa e zarpar deste torpe país, onde abundam mentes desta natureza. Acho impressionante como há pessoas que preferem a certeza do mal, à incerteza. O velho chavão de que «eles são ruins, mas os outros se calhar são piores» atesta que este país está cheio de gente cuja cabeça facilmente se trocavam pela de um asno, em claro prejuízo deste!

Eu não posso acreditar que vivo num país, em vias de extinção, onde a um mês das eleições já se sabe o seu resultado, como se fosse utópico o PQANML (Partido Que Agora Não Me Lembro) ganhar com 100 % dos votos se toda a gente votasse nele! Não! Nem pensar nisso! O país está podre. As Instituições democráticas estão podres. A justiça podre. A educação apodrecida… tudo é podridão, mas, de sorriso no rosto, o zé portuga, vota PS ou PSD, únicos partidos de poder desde o 25 de Abril. É aqui que os media se movimentam no seu jogo sujo de moldar as pobres mentes. É como os jornais desportivos que ocupam metade da edição a falar no Benfica para vender! Os media dão horas a fio de tempo de antena aos ditos grandes partidos para que a populaça os assimile bem, nem que seja por exaustão. Os media gostam de Sócrates por dois motivos; porque adoram tragédias e porque não são alvos da sua política criminosa!

Também não aceito a treta do voto útil. Isso é um preconceito que os do costume agradecem, pois diz a matemática que ganha quem tem mais votos e se o PQANML tiver 50% mais um, é governo. Todos os votos são úteis, portanto, e são-no ainda mais se forem contra os cadáveres políticos vivos que estão agarrados à teta do poder como uma ostra à rocha e sabem que podem contar com a pobreza do povo, até daqueles que tratam mal a mãe dos políticos, mas atulham-se aos empurrões para tocar nos «Deuses» quando estes vêm à feira!

O país não é o que Sócrates diz. O país é o que Sócrates quis! Esta crise política mais não é do que a consequência da forma ardilosa (aliás ele de engenheiro tem apenas o engenho de ludibriar os papalvos) com que geriu os PECs. Sabendo desde logo do chumbo do PEC4 (agora imposto pelo FMI), apressou-se a demitir-se iludindo o povinho que a partir dali a culpa era da oposição, mas mais se apressou a chamar o FMI, esventrado a pouca soberania que nos resta. É como dizer: «Venham cá limpar a porcaria que eu fiz mas por culpa da oposição». Só um dos maiores mentecaptos da História de Portugal, um criminoso como lhe chama Medina Carreira, como Sócrates de tal seria capaz, e apresenta-se, porém, a votos, com aquele ar de quem nada deve mas a quem tudo de bom se deve! E as pessoas votam nele!

Hoje mesmo as sondagens dão o PS na frente. Se este PS ganhar estas eleições, Portugal ficará de luto e meio país desejará emigrar, nunca percebendo como é que um país se deixa prostrar aos pés de um déspota desta envergadura. Eu, por certo não emigrarei, mas acreditem que o nojo que, de há 20 anos para cá, vai aumentando por ostentar a triste chancela de ser português, talvez se transforme numa mudança de vida, para me sentir bem neste  pobre país: deixarei de trabalhar e pagar impostos para que o Estado me sustente com o rendimento mínimo,  alistar-me-ei numa claque de futebol, arrumarei, quem sabe, uns carritos, arrancarei metade dos dentes e colarei uns cartazes do PS, dizendo que José Sócrates é o meu pai! Aí sim, sentir-me-ei um orgulhoso português!

Conclusão: apetece-me vomitar quando penso em políticos neste país, mas o maior nojo que sinto é pertencer a uma sociedade que, eivada de uma pimbalhice generalizada, os perpetua e legitima no poder. Em suma, cada povo tem o que merece e nós merecemos estes políticos!

Apelo, pois, valendo isto o que vale, que no dia 5 de Junho nada seja justificação para não votar; que seja a maior afluência de sempre e que apenas uma coisa esteja nas vossas cabeças quando votarem seja em que partido for: será que eu quero que estes políticos continuem a comandar o meu país e o dos meus filhos?

No fim de pensarem nisso durante uma hora, então coloquem a cruz.

Paulo Carvalho

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19 responses

6 05 2011
Nelson Rafael

Olá Paulo,
Partilho inteiramente a tua opinião, dá-me um nó no estômago só de pensar que, de acordo com as ultimas sondagens PS vai à frente nas intenções de voto…
Será que quem participa nessas sondagens anda a dormir? Será que não lhe doeu nos “bolsos” e nem vêm o que aí vem?
Serão estas sondagens manipuladas, como manipulada é a comunicação social (fazedores de opinião), com o intuito de manipular resultados para aumento da abstenção? (Para aqueles que se deixam influenciar pelas sondagens, e no dia das eleições ficam no sofá dizendo: “não vou lá fazer nada pois ele já ganhou”).
Se o Ps, que por mim não esteve nem vai estar no governo, menos ainda o PSD estará, que por min só tem uma coisa a mais, o “D” no final…
O voto em branco seria uma boa solução para mostrar a esses “corvos da assembleia”, mas os brancos nunca ganham…
E uma renovação política geral? Escolher o partido com menos assento parlamentar e levá-los ao poder com maioria absoluta? Assim acabavam grande parte dos tachos/cunhas/favores que comprometem os grandes partidos durante as eleições… Não sei como nos vimos livres desta “podridão”…
Acabar com as Auto-estradas, aeroportos e TGV, fazer como eu faço, não há dinheiro, logo não há vícios, gastar o que se tem e não o que vai vir…
Acabar com as derrapagens orçamentais das obras públicas que, estou certo, vão servir para pagar aos comilões que as fizeram ganhar.
Se uma empresa dá um orçamento e se no final da obra dá prejuízo (salvo as alterações propostas pelo cliente), tem de o suportar como acontece nos negócios privados, ou lá porque é o estado já se pode vencer com um valor mais baixo e depois exigir mais?
Vamos ver se consigo encontrar um bom destino da cruzinha no boletim de voto, se não, vai em branco… se este tiver maioria, então dará frutos…

Abraço
Nelson

6 05 2011
Isabel Figueira

Apenas para dizer que faço minhas as palavras de Paulo Carvalho. Os preconceitos imbecis e a lógica de acção da maioria do povo português no que se refere e não só a política, são caraterísticos duma iliteracia propositada pelo ditador que temos e seus pagens, nos cursos que oferecem com único objectivo de dados estatísticos. Em vez de formarem cidadãos activos, críticos, criativos e com pensamento crítico autónomo, envaidece-lhes apenas a cartilha com um diploma de CNOs o outros sem qualquer utilidade que a que referi. Pela minha parte tudo tenho feito pelo PQAML (?). O megalómano autocrático Sócrates, o incapaz e desnorteado Coelho tal como o do crédito mal parado dos submarinos, não servem o país. Por mim seriam repescados para julgamento público e condenação adequada mas não pelos grandes da justiça que ainda se sentam nos cadeirões de colares ao peito.

7 05 2011
Ana Almeida LIma

Concordo em absoluto com Paulo Carvalho. Parabéns, gostei muito do seu texto e vou divulgá-lo já que o permite.
Só me resta concluir que o País é lindo mas o povo é horrível, sem memória, oportunista, inculto e ingovernável.
Temos realmente os governantes que merecemos porque a maioria infelizmente identifica-se com o Sócrates. Gostam de viver de aparências, acima das suas possibilidades e não olham a meios para atingir os fins.
Tenho votado em branco como atitude de protesto, mas desta vez não vou favorecer o PS ou o PSD. Ainda não sei onde por a cruz, mas sei que no PS ou no PSD….JAMAIS!!!!

7 05 2011
Correia de Oliveira

UM ACTO DE JUSTIÇA.
Imputar a José Sócrates o diferencial de juros que Portugal pagou e pagará a mais, em relação à dívida pública emitida durante o último ano, pelo facto de a ajuda externa não ter sido solicitada quando do PEC I. É fácil de calcular. Também outros danos, por força de decisões economico/financeiras mal tomadas, poderão ser estimados. Que se obtenha decoro, pelo menos politicamente. O PM não gastou nem hipotecou o que era dele, mas o que é de todos os Portugueses.

7 05 2011
Tiago Carneiro

Boas Paulo

EXCELENTE!!!

Acabei de “picar” para o meu blog pois é um espelho das minhas convicções.
Obrigado

Abraço
TC

8 05 2011
Carla Martins

Olá Paulo
Como sempre não te poupas nas palavras e todas elas têm justiça….
O teu desabafo é o meu desabafo…
Não esquecer que aquele palhaço continua a manipular o que quer… as sondagens não são reais… estão compradas… tal como a comunicação social…. o que se pretende é confundir quem está convicto do que quer…. uma mudança radical!
Beijitos
CM

8 05 2011
Fernando Carvalho

A forma como escreves e as metáforas que utilizas poem-me bem-disposto 🙂 ,
mas realmente ninguém consegue andar bem no meio deste pântano absurdo em que se transformou o nosso país! Tb me sinto angustiado por andar nesta horta em que metade não vê as couves, mesmo aqueles têm condições para as ver!
Abraço,
Fernando

9 05 2011
Carlos Ferreira

Parabéns, Paulo, pelo seu desabafo.Creio que ainda há muitos Portugueses que pensam o mesmo, mas não se querem incomodar. Deixam correr!..

10 05 2011
RF

Há um tempopubliquei no meu blog

http://hacnobis.blogspot.com/2011/05/o-romano.html

umas linhas parecidas que gostaria de partilhar aqui com o meu amigo.
Abraço

10 05 2011
João Saraiva

Na verdade, Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado.
A responsabilidade do estado actual é de todos nós sem excepção, todos de certa forma contribuímos para a crise, os que elegeram tais inegrumes, os que olharam para o lado perante a corrupção em detrimento de a denunciarem, os que encheram os bolsos, os que alimentam o vil desejo de sair impunes da pratica de corrupção e crime fiscal. De certo modo todos nós somos corruptos, mas uns mais que outros, contudo apesar do cavaco ter lucrado mais de 100milhões com as ações do BPN que contribuíram para o buraco financeiro pelo prejuízo , o que fez o povo para o punir, sabendo que o Oliveira e Costa tinha sido seu secretário de estado no governo cavaquista? Parabéns, elegeram bem, aliás como sempre. 80% do povo é leigo e elege pelas aparências, 87% nem sequer conhece em concreto a proposta de programa dos partidos. Perante este problema de improficuidades de politicas e falta de sentido de dever cívico, cumpre-me em primeiro lugar votar contra a ignorância do povo português, depois contra a sua perdominante inegrumencia, e depois contra aqueles que já deram provas de ser capazes de nada fazer, de nada mudar no bom sentido.
O meu apelo não é o de apelar ao voto, mas sim de apelar à consciência, se cada um de nós votar com consciência, e contribuir com soluções para os problemas da nação Portugal, evitaremos que em 2029 80% da população portuguesa esteja dentro das prisões, talvez assim esteja apenas cerca de 50%, porque a corrupção e os crimes fiscais atingem atualmente 90% dos portugueses, a nossa sorte é que a Justiça é cega, surda, e quase muda.
Claro que vivemos muito acima das nossas posses, em especial as classes mais altas e mais baixas, e nós classe média a pagar para os que nada fazem, e para aqueles que fazem nada.
A nossa constituição não serve os interesses da classe média, apenas das classes altas, e baixa, mas tão baixa que somente se compõe de marginais em toda a sua plenitude do largo espectro da marginalidade.

10 05 2011
Pedro Santos

Faço das tuas palavras, as minhas.

Mais ainda: ACORDEM! QUEM DESTRUIU O NOSSO PAÍS FORAM SÓ 2 (DOIS) PARTIDOS… O PS E O PSD.

ACOOOOOORDEM!

12 05 2011
Carla Diogo

O problema de tudo isto, é que mesmo apesar de pensar durante 1 hora… apenas vou chegar à conclusão de que não existe nenhum político no panorama português em quem valha a pena votar…

Mas vou lá!

13 05 2011
RuthRafaela

Olá Paulo Carvalho,

Recebi a título de e-mail este seu post duma amiga minha, e reproduzo aqui o que lhe respondi a título de desabafo:

De facto tempos conturbados estes que se vivem, e uma coisa acerta este texto quando diz que “tudo é podridão, mas, de sorriso no rosto, o zé portuga, vota PS ou PSD, únicos partido de poder desde o 25 de Abril” o que demonstra efectivamente que “outros partidos” já tiveram a sua oportunidade, mas que nunca conseguiram “provar” o que realmente valem, sabe-se lá porque razão… se calhar porque não convencem, se calhar porque não têm realmente estratégia, ou sabendo que para deitar abaixo o regime foram exímios e que o fizeram de maneira exemplar até para o mundo, mas não pensaram no entanto no caminho a percorrer para edificar, crescer e seguir para frente a evoluir, na pós-destruição. Liberdade confundiu-se com apropriação, sedentariedade e libertinagem e de um país de mais ou menos, fizeram um país de menos por demais…

Engane-se então aquele que pensa que “A liderança política de José Sócrates esventrou toda a estrutura portuguesa, já de si débil, e atirou-nos para o limiar da bancarrota!” pois Portugal começou a saquear-se a si próprio logo no pós 25 de Abril com a Esquerda a roubar inclusivé a própria História, ao qual se poderia designar como a Violação das próprias Raízes e da Memória do Povo. Exemplo disso, (pequeno exemplo) é a Ponte 25 de Abril que antes se chamava Ponte de Salazar por ter sido pensada, planeada e construída com o espólio do respectivo governo desse srº… nunca foi o 25 de Abril que participou para a edificação da ponte, e de que me lembre, nem para a edificação de nada. Nem da cultura, pois se a título de boicote se serve da cultura unicamente para reclamar, contestar, barafustar e mal dizer…

Após tal revolução, não foi o povo que elegeu o primeiro Presidente da República pós 25 de Abril, nem tão pouco havia estratégia de possíveis candidatos a quem se pudesse recorrer. António Spínola (digamos, o pai da Democracia Portuguesa) foi empossado pela Junta de Salvação Nacional da qual era já Presidente e apedrejado pelos próprios que lá o puseram em contradição com Vasco Gonçalves como Primeiro Ministro também empossado pela extrema esquerda. E logo aí, Portugal estaria condenado a décadas, ou séculos de contradição governativa, porque na realidade o que o povo português gosta é de Fado (choradinho) e Tourada (sangue em arenas) não importa qual seja a arena.

A realidade é que Portugal tinha riqueza e havia dinheiro nos cofres do Estado Português antes da revolução 25 de Abril que logo começou a ser saqueado em nome do povo.
Concordo que no rol de Deputados que desde aí até então emergiram, passando pelo Mário Soares que “esbanjou” a independência das colónias de “mão beijada” após quase meio século de guerra nefasta em que em muitas famílias morreram filhos e pais, e que os que ficaram vivos (e ainda o são) deficientes amputados, doentes mentais pós traumáticos, etc… viram os seus propósitos traídos e os seus finais de vida sem sentido,… passando pelo governo Cavaquista que consegue duas maiorias absolutas seguidas e faz descambar a Bolsa Portuguesa levando o país para a banca rota,… entre todos os outros… se diga que “Isto é fruto de uma política em que o povo vota. Isto é fruto de políticos que, sabiamente, vivem à sombra da ignorância popular.” pois quando o Povo conseguiu conquistar o Direito ao Voto, e mais uma série de Direitos e Direitos, esqueceram-se que a educação e a cultura também deveriam de constar não só como Direitos facilitados, mas como Deveres, e a reforma educacional virada para o facilitismo aberto a todos, levou-nos (às gerações posteriores) a empurrar o Deveres que deveriam servir para levantar e prosseguir com o Pós-Revolução com estratégia de edificação e não só de crítica… ou melhor, sabia-se na altura “o que não se queria”, mas não se sabia “o que se queria”, e assim perduraram os saberes até hoje… pois será que mesmo hoje, ” … a geração de pais e filhos dos últimos 30 anos numa generalizada máquina de consumo, cuja cegueira do aparente novo-riquismo, impediu que se implantassem as mais básicas regras de justiça social e, pior que tudo, que uma cultura desprovida de valores, de educação, de razão e, em última instância, de humanidade, alastrasse em Portugal.” direi mais, desprovida de Identidade, de Bons Costumes, de Sentido de Missão, sabe o que é que quer? Ou apenas continua a saber apontar o que não quer?

No dia 5 de Junho, Votaria na Esquerda, se a Esquerda apresentasse um plano estratégico de desenvolvimento e orçamental consciente para o país e competivo à altura da Europa e do Mundo, com possibilidade de negociação justa, uma vez que nos abrimos para eles. Votaria em Branco ou Nulo se soubesse que ao contribuir para anular as eleições, poderia confiar nas competências do “meu” povo para que em conjunto encontrássemos medidas sérias com a honra e o compromisso de trabalharmos para um mesmo fim. Mas como nem uma nem outra se me vislumbra, votarei com consciência sim, e após já ter feito a reflexão mais do que uma hora, mas como tant@s outr@s votarão “nos mesmos”, acreditando que poderei contribuir com o meu muito, muito pequenino contributo para a mudança, com pequeninos gestos e atitudes que posso fazer, todos os dias.

Muito Obrigada pelo seu post e pela reflexão.

13 05 2011
Paulo Carvalho

Cara Ruth Rafaela:
Agradecendo a sua contribuição, Respondo-lhe apenas com isto:

O professor Álvaro Santos Pereira (Universidade de Vancouver, Canadá)
colocou ontem no seu blogue “Desmitos” um post que é obrigatório ler
para perceber o que devíamos estar a discutir na campanha eleitoral.
Aqui fica a reprodução:

Nos últimos dias, a “campanha” eleitoral tem sido constituida por um
rol de “factos” que só servem para distrair os(as) portugueses(as)
daquilo que realmente é essencial. E o que é essencial são os factos.
E os factos são indesmentíveis. Não há argumentos que resistam aos
arrasadores factos que este governos nos lega.
E para quem não sabe, e como demonstro no meu novo livro, os factos
que realmente interessam são os seguintes:

1) Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos
últimos 90 anos

2) Temos a pior dívida pública (em % do PIB) dos últimos 160 anos.
A dívida pública este ano vai rondar os 100% do PIB

3) Esta dívida pública histórica não inclui as dívidas das empresas
públicas (mais 25% do PIB nacional)

4) Esta dívida pública sem precedentes não inclui os 60 mil milhões de
euros das PPPs (35% do PIB adicionais), que foram utilizadas pelos
nosso governantes para fazer obra (auto-estradas, hospitais, etc.)
enquanto se adiava o seu pagamento para os próximos governos e as
gerações futuras.
As escolas também foram construídas a crédito.

5) Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há
registos).
Em 2005, a taxa de desemprego era de 6,6%.
Em 2011, a taxa de desemprego chegou aos 11,1% e continua a
aumentar.

6) Temos 620 mil desempregados, dos quais mais de 300 mil estão
desempregados há mais de 12 meses

7) Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos.

8) A nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas
exportações

9) Estamos no top 10 dos países mais endividados do mundo em
praticamente todos os indicadores possíveis

10) A nossa dívida externa bruta em 1995 era inferior a 40% do PIB.
Hoje é de 230% do PIB

11) A nossa dívida externa líquida em 1995 era de 10% do PIB.
Hoje é de quase 110% do PIB

12) As dívidas das famílias são cerca de 100% do PIB e 135% do
rendimento disponível

13) As dívidas das empresas são equivalente a 150% do PIB

14) Cerca de 50% de todo endividamento nacional deve-se, directa ou
indirectamente, ao nosso Estado

15) Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos

16) Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE

17) Temos a pior taxa de poupança dos últimos 50 anos

18) Nos últimos 10 anos, tivemos défices da balança corrente que
rondaram entre os 8% e os 10% do PIB

19) Há 1,6 milhões de casos pendentes nos tribunais civis.
Em 1995, havia 630 mil.
Portugal é ainda um dos países que mais gasta com os tribunais por
habitante na Europa

20) Temos a terceira pior taxa de abandono escolar de toda a OCDE (só
melhor do que o México e a Turquia)

21) Temos um Estado desproporcionado para o nosso país, um Estado
cujo peso já ultrapassa os 50% do PIB

22) As entidades e organismos públicos contam-se aos milhares.

Há 349 Institutos Públicos, 87 Direcções Regionais, 68 Direcções-
Gerais, 25 Estruturas de Missões, 100 Estruturas Atípicas, 10 Entidades
Administrativas Independentes, 2 Forças de Segurança, 8 entidades e
sub-entidades das Forças Armadas, 3 Entidades Empresariais
regionais, 6 Gabinetes, 1 Gabinete do Primeiro Ministro, 16 Gabinetes de
Ministros, 38 Gabinetes de Secretários de Estado, 15 Gabinetes dos
Secretários Regionais, 2 Gabinetes do Presidente Regional, 2 Gabinetes
da Vice-Presidência dos Governos Regionais, 18 Governos Civis, 2
Áreas Metropolitanas, 9 Inspecções Regionais, 16 Inspecções-Gerais, 31
Órgãos Consultivos, 350 Órgãos Independentes (tribunais e afins), 17
Secretarias-Gerais, 17 Serviços de Apoio, 2 Gabinetes dos
Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda 308
Câmaras Municipais, 4260 Juntas de Freguesias.

Há ainda as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e
as Comunidades Inter-Municipais.

22) Nos últimos anos, nada foi feito para cortar neste Estado
omnipresente e despesista, embora já se cortaram salários, já se
subiram impostos, já se reduziram pensões e já se impuseram vários
pacotes de austeridade aos portugueses.
O Estado tem ficado imune à austeridade

Isto não é política.
São factos.
Factos que andámos a negar durante anos até chegarmos a esta
lamentável situação.
Ora, se tomarmos em linha de conta estes factos, interessa perguntar:
como é que foi possível chegar a esta situação?
O que é que aconteceu entre 1995 e 2011 para termos passado termos
de “bom aluno” da UE a um exemplo que toda a gente quer evitar?
O que é que ocorreu entre 1995 e 2011 para termos transformado tanto
o nosso país?
Quem conduziu o país quase à insolvência?
Quem nada fez para contrariar o excessivo endividamento do país?
Quem contribuiu de sobremaneira para o mesmo endividamento com
obras públicas de rentabilidade muito duvidosa?
Quem fomentou o endividamento com um despesismo atroz?
Quem tentou (e tenta) encobrir a triste realidade económica do país com
manobras de propaganda e com manipulações de factos?
As respostas a questas questões são fáceis de dar, ou, pelo menos,
deviam ser.
Só não vê quem não quer mesmo ver.

A verdade é que estes factos são obviamente arrasadores e
indesmentíveis.

Factos irrefutáveis.

Factos que, por isso, deviam ser repetidos até à exaustão até que todos
nós nos consciencializássemos da gravidade da situação actual.

Estes é que deviam ser os verdadeiros factos da campanha eleitoral.

As distracções dos últimos dias só servem para desviar as atenções
daquilo que é realmente importante.

Álvaro Santos Pereira

13 05 2011
Zegna

Para mim as sondagens são uma treta …….manipulação da comunicação social nada mais……….as televisões andam a fazer favores aos politicos nada de novo ! PS , PSD , BE , PCP e CDS para mim é lixo! Qualquer outro partido serve , no dia 5 de Junho é pôr estes politicos a andar para casa e rápido. Estes sei que não os quero , tudo menos estes cinco partidos. DIA 5 é dia da REVOLUÇÂO!

20 05 2011
Iolanda

Obrigada por partilhar seu texto … porque ainda se acredita que a “esquerda” come criancinhas ????????? Ah mas a esquerda não tem experiência …. pois … e a direita tem demonstrado muita competência …. Abraços

23 05 2011
Jose Magalhães

Concordo em absoluto. A III República chegou a um estado deplorável, pela crise moral, pelo abalo dos seus valores e falta de vergonha. è necessário mudar ou refundar o regime. Os políticos do pós 25 de Abril não têm sentido de estado, são fracos culturalmente, só pensam nas carreiras. O povo português lamentavelmente, por medo do futuro, prefere viver na ilusão da continuidade, pensando, erradamente, preservar o pouco que têm.

27 05 2011
a.da fonseca

estou completamente de acordo, lamento contudo que nao tenha falado dos males (do antes socrates) porque na minha opiniao tudo começou em 1985 e nao nos ultimos 6 anos

5 06 2011
Fernanda Abreu

Caro Colega
Boa noite.
Quero dizer-lhe apenas isto: foram 7 anos de humilhações, desrespeito, que conduziram ao descrédito de uma classe de importância primordial para qualquer país que se diga civilizado. Sou professora com muita honra, há já 37 anos. Nunca me senti tão injustiçada como no governo PS e nos últimos anos por esse sr. Sócrates, e aquela ministra Maria de Lurdes (o pior desempenho de sempre). Pelo menos agora penso que podemos acalmar um pouco. Talvez voltemos a ter a credibilidade de outros tempos. Boa sorte para todos nós. (Isto é apenas um desabafo, não publique). Partilho da sua opinião.

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