DOIS DOS MAIS BRILHANTES JORNALISTAS PORTUGUESES ASSIM FALAM…

10 02 2009

crespo1

Está bem… façamos de conta!

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo. Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das “melhores posições no Mundo” para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o “Magalhães” é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que “quem se mete com o PS leva”. Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de “malhar na Direita” (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por “onde é que eu ia começar” a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a “falta de liberdade”. E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

Mário Crespo

clara1

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um
público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA – mas não de construção económica – aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a “prostituir-se” na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres
forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os
despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a
criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do
secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo “normal” e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em
permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é
definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso
Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o
que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a
verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são “abafadas”, como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a
naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande
empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a
Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente “importante” estava envolvida, o que
aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente “importante”, jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?


E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua
filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda,
muda, coxa e marreca.


Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.


Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os “senhores importantes” que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.


Este é o maior fracasso da democracia portuguesa!

Clara Ferreira Alves

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19 responses

11 02 2009
mariaflor

Duas grandes pessoas que aqui estão a expôr tantas verdades que todos sabemos e como diz esse grande senhor da comunicação vamos fazer de conta que pessoas como estas não podem existir num país maldito em que se tornou,com tanta democracia apregoada e afinal são tão asquerosos ou mais que os ditadores que morreram pobres,e esta senhora -mulher porque só uma mulher consegue dizer por palavras certas aos governantes que temos,eu sou do tempo em que este país não era faz de conta.

11 02 2009
maria luisa de campos g.duarte

Somos uma vergonha ! Já Eça de Qeiroz o dizia …. não temos CARACTER !!!
Martin Luter King ajudou os negros americanos a libertarem-se do ferrete do “escravo”! E a nós ? Quem nos ajuda a fazer a catarse do espírito da INQUISIÇÃO?!
O Prof.F.A. ou está a pensar na Presidência da República, ou entrou em delírio profundo!!
Quando Leonor Beleza foi nomeada por Champalimaud para dirigir a sua Fundação, pensei na altura :SÃO FARINHA DO MESMO SACO!!!! As far as the Grande Cavallia is concerned…Esperemos por Outubro! E por uma ajudinha de B. OBAMA!

11 02 2009
casimiro gomes costa martins

Quem fala assim não é “gago”…

11 02 2009
Anabela Godinho

que moral tenho eu para dizer ao meu filho:” Estuda; empenha-te; não faltes às aulas; está atento;trabalha com regularidade; sê generoso, honesto e solidário com os outros”quando os exemplos que ele tem dos dirigentes deste País, são a negação total de todos os valores em que nos fizeram acreditar, pautando-se pela desonestidade, pela mentira, pelo “nacional facilitismo”(em nome de estatististicas europeias), continuando a fomentar a antítese da formação( e informação) cultural deste povo.Por isso não me espanta que um número elevado de professores tenham corrido a entregar os objectivos individuais, alegando que têm medo. Medo? de quê? é ridiculo, quando se têm perpetuado ilegalidades atrás de ilegalidades, neste país impunemente. A juventude, essa já se apercebeu que “o país está a saque”, não têm motivação para ir à luta. E eu; começo a esgotar os argumentos com o meu filho agora com dezoito anos, cheio de vontade de fazer “coisas”, mas que olhando à sua volta vê um país pouco estimulante, conduzido por políticos pouco honestos. Mas penso que não podemos desistir da nossa missão, por isso enquanto houver UMA pessoa que acredite que é possível alterar este estado de coisas, eu estarei ao seu lado.
Anabela Godinho
Professora em Almada

11 02 2009
emília soares

todo o país vive num faz de conta.há muito que também eu vivo o meu faz de conta .sou inevitavelmente obrigada a fazê-lo .vivo sob pressão.hoje pedi que me marcassem falta a uma “aula” em que era professora -substituta.fui obrigada a fazer uma substituição numa sala de convívio de alunos feita para o convívio e vigiada já por um funcionário…a história seria longa num país onde os gestores das escolas se esqueceram rapidamente que também são professores.todos os dias tenho medo do “faz de conta”;perdoo-me a mim mesmo,dizendo que neste país já só resta a alguns sobreviver deforma primária—sem valores a nortear a nossa acção.será intencional? o poder e o dinheiro valem tudo??;o resto é a história de um país de faz de conta.admiro aqueles que ainda têm algum poder e ousam incomodar os proclamados iluminados “instituídos”.parabéns Mário Crespo,tenho muita admiração por si,pelo seu jornal das novee continue a ser quem é.para mim é um orgulho e um prazer renovados participar das suas emissões.tenho 53 anos e considero-o ” um senhor na vida”obrigada.não deixe o seu programa,faça sempre coisas….

12 02 2009
Helena

Só não entendo como é que todos estes “bandidos” ficam na “mó de cima”, sem serem condenados pelos seus actos. Cresci a ouvir que Fidel era “isto” e “aquilo” e, tal como ele, tantos outros que mandam, desmandam, espezinham, roubam, ameaçam… (sei lá que mais) por esse mundo fora, mas afinal o que temos nós por cá????? É revoltante!!! Acho que nem espalhando estas notícias irá demover este povo cego (do qual não me orgulho mesmo fazendo parte dele) de voltar a meter o pé na argola e colocar no poleiro estes patifes. Lamentável e vergonhoso!!!

13 02 2009
Zé Costa

parabens mario crespo, finalmente alguem que não tem medo destes curruptos que estáo em todo o lado,( mesmo no jornalismo) e que só dizem aquilo que a (santa inquisição) deixar

13 02 2009
Tinora Tancredo

Façamos de conta que eu sou cega e surda. Que eu não li estes dois artigos. Façamos de conta que nada disto me tira o sono. Façamos de conta que as geações mais novas embandeiram em arco o sentido da responsabilidade, do trabalho, da verticalidade. Façamos de conta que os nossos ministros dão estes exemplos todos.
Façamos de conta que a classe política portuguesa não é uma corja de lapas e polvos.
Façamos de conta!

13 02 2009
jorge alves

Há dias alguém me dizia que leu não sei onde algo como para desligarmos a televisão e não lermos jornais e que trabalhássemos, que iriamos ver que a crise afinal não existia…

Nós, portugueses, raivosos, somos raivosos porque gostamos de ser assim. Faz-nos felizes. Foi assim que aprendêmos e é assim que ensinamos.
Os nossos governantes são uns escroques!! Ah como gostamos disso! São uma cambada de mentirosos! Ah como gostamos disso!! Andam ao saque!! São autênticas nulidades!! Mas gostamos. Quanto mais ódio e repulsa sentimos por essa gentalha que pensa que está num pedestal por serem ministros e afins, maior o nosso gozo. Então mas agora um qualquer bandalho chega a ministro e pensa que é quem? Rua, pá!!
Isto faz-nos sentir importantes, ou não é?
Isto, enfim entristece-me. E também por isso é que estou bem!!
Por isso é que leio estes artigos e vejo os telejornais. Especialmente os da TVI.
Os meus governantes são, por vezes vergonhosamente, achincalhados e eu deliro.
Que orgulho tenho em viver estes tempos!!

Nota: às vezes assolam-me pensamentos esquisitos. E se por acaso essa história do Freeport afinal for uma treta dos ingleses, que tendo desviado para contas deles umas massas valentes se tentam safar dizendo que tiveram que meter o dinheiro nas mãos dos portugueses?? Mas não, não pode ser… Não podíamos ter andado aqui este tempo todo a abrir telejornais e telejornais e jornais e a fazer crónicas destas e sei lá mais o quê, e depois ser uma história daquelas. Não, não, os nossos governantes são uma cambada de corruptos, caramba!!

O que vale é que vêm aí outros!! Vamos a eleições.
Mas podemos ficar descansados. Não deixaremos de ser infelizes.
Os média hão-de alimentar-nos.

Isto é contra a corrente. Lamento, mas não vou pedir desculpa por isso.
É evidente que os média podem ser outra coisa. Até o garante da democracia.
Porque somos maus, podiam levar-nos a ser melhores.
Mas não estamos aí.

13 02 2009
Nikita

Enquanto este país (letra muito pequena) for composto sobretudo por gente ESTÚPIDA, assim iremos continuar durante décadas e décadas.

Estúpidos = todos os que não votam (abstenção) ou votam no PS ou PSD, sobretudo no PS, e que não ganham directa ou indirectamente (tachos, corrupção) com isso!!

13 02 2009
OTILIA

Não é o País que é vergonhoso.
Vergonhosos são quase todos os politicos deste País.
Não têm onde cair mortes.
Nasceram do nada. Não são nada. Roubam descaradamente. Quem os vê e ouve, até podem parecer gente de bem. Não valem nada.
Desde o 25 de Abril, que são os mesmos que se trocam entre a Assembleia da Republica, o Governo, e os cargos de maior importância !
Enquanto toda esta gente aqui se mantiver, este País nunca avancerá!
Viva Portugal, como País, e abaixo estes governantes “feitos à pressa”

13 02 2009
S. Isabel M.

Não vale a pena estar a culpar o governo, a justiça, a economia, e a referir nomes.

Basicamente, apenas tenho a referir: “Nós só temos aquilo que merecemos”.

Porque é que ninguém refere que grande parte das verbas que vieram para Portugal para auxiliar, por exemplo, a agricultura, algum tempo atrás, foram gastas em carros de alta cilindrada, entre outros luxos, em vez de terem investido e agora ter condições para ultrapassar esta crise. Porquê só falar no nome de José Sócrates e da sua família e seus ministros. O que se tem passado é apenas o retrato de um país e de um povo.

Porquê esta revolta e só agora, quando temos vivido com uma venda e a viver numa utopia. Só agora é que acordaram?

13 02 2009
paulo marcelino

Excelente reflexão! Óbvia, mas escrita com rigor e conhecimento.
Será um esboço de ensaio sobre a nossa cultura, Ocidental, sobre o significado de Democracia (o que é isso?), mas acima de tudo sobre quem nos governa, que faz da mentira uma arte.
Governados pela geração Woodstock, que vive para si mesmo, rebolando alegremente na lama e consumindo drogas para deleite pessoal, com um ego insaciável. O bem comum é coisa de pobres, o Estado esvazia-se de princípios, funda-se a mentira do politicamente correcto.
Parabéns aos senhores jornalistas, por favor continuem!

15 02 2009
A primeira pedra « Mordomo Infiel

[…] 1, 2, 3, 4, 5, […]

17 02 2009
paulo pacheco

Querida internet,

17 02 2009
paulo pacheco

essa farramenta que ainda nos vai permitindo deitar cá para fora as nossas revoltas contra esses politico de pé de chinélo………

20 02 2009
Carlos Pinto

Os dois autores fazem o retrato fiel do que se passa em Portugal: corrupção, jogos de influências, falta de transparência, queda moral de um povo apenhado à igorância e ao “deixa andar”.

É triste ver que deveriam ser os governantes os mais honestos, sérios e profissionais. SE são eles próprios que subvertem a democracia, não há volta a dar, a não ser que – duvido muito – nos revoltemos a sério.

Para que pudesse haver uma revolução, antes seria necessária uma revolução de mentalidades. A mentalidade dos portuguesas é maior das suas doenças. Todos os dias deparamos com injustiças promovidas e insistentemente apoidas pelos concidadãos….

Havia alguém que dizia que é possível mudar tudo de um dia para o outro, excepto mentalidades. E enquanto não mudarmos a nossa mentalidade, enquanto não colocarmos nas nossas necessidades primárias a honestidade, justiça e a trasnparência, nada disto mudará…..

25 02 2009
Ana Paula

já me sinto mais aliviada. Não sou a unica que lê o que não está escrito, ou divulgado na imprensa.

Tanta desinformação faz-me pensar se estarei “maluca”.
jito

3 03 2009
Mike

First blog I read after wakeup from sleep today!

________________________
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