COITADO DELE!

24 05 2008

É unânime que um tal de Sócrates ( o tuga e não o grego ) tem dom de palavra e é com alguma facilidade de discurso (ainda que quase sempre oco) que riposta à oposição, vencendo nos aplausos, pois a papalvice domina o parlamento, fruto dessa aberração denominada maioria absoluta!

Eis senão quando num destes dias, perante uma investida de Francisco Loucã em pleno debate parlamentar, esse tal de Sócrates, no meio de outras patacoadas, lhe profere esta pérola: «O Sr. deputado não tem currículum nem idade para….»

Meus amigos, esta é daquelas situações que, se eu pudesse, esmurrava-lhe aquela cara de pau até à exaustão, pois ódio começa a ser pouco para definir o que sinto por tal espécimen!

Mas já comprei um saco destes para me aliviar:

Reparem:

Ambos têm exactamente a mesma idade (nascidos em 1957). Quanto a currículum a coisa também é «parecida» querem ver?

SÓCRATES: sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante.

F. LOUCÃ:

Actividade política:

*Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.

Actividades académicas:
Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.
Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).
Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; “referee” para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).
Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.
Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).
Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.
Terminou em Agosto um livro sobre “The Years of High Econometrics” que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.
Obras publicadas:
Ensaios políticos
Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
A Maldição de Midas – A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
A Globalização Armada – As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
Ensaio Geral – Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)
Livros de Economia
Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global – Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)

fonte: wikipedia

COITADITO DO RAPAZ!!!

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11 responses

24 05 2008
LeniB

Mas não haverá uma maneira desse diabo se escafeder de vez?
Onde posso adquirir uns saquinhos desses?!!

24 05 2008
Paulac

Olá amigo.
Sem comentários!!! Para quê? Já não tenho palavras para me referir ao tal sr. que nos governa!
Uma pergunta: onde posso encontrar um saquinho desses???
Um abraço

24 05 2008
Sandra Charrua

Mas esta frase foi retirada do contexto Sr. Paulo Carvalho! Porque é que não continuou a frase até ao fim exclamativo?
Mas eu sei o fim…e vou escrever aqui!

«O Sr. deputado não tem currículum nem idade para…para falar com um reles, desprezível, lambe-botas, convencido, carraça metamorfoseado em homem como eu! Não se envergonhe, Sr. Deputado…

E agora pergunto, exclamativamente gritando:
COMO É QUE EU VOTEI NUM HOMEM PULGA DESTES!!!!????
Como é que ele chegou onde está??? Pensava que só acontecia na América com o Bush! (Pelo menos o nosso é um pouco mais inteligente…defende-se bem!).
Espero é que, pelo menos nós, tenhamos aprendido a lição !

25 05 2008
pintoribeiro

O Sócrates não tem assunto mas a tua apologia do pregador Louçã também cansa.
No mínimo foi sempre um grande chato, K’mrd. E assim como assim, como bom socialdemocrata reformista está sentado no parlamento.

25 05 2008
António Ferreira

Quem elegeu e por 2 vezes consecutivas, G. Bush, o cow-boy do petróleo, das gaffes culturais, do álcool, da guerra no Iraque, para presidente da maior potência mundial? O povo americano!
Quem elegeu o Snrº Engenheiro José Sócrates para 1º Ministro de Portugal em 2005? E em 2009? O povo português!
E em França? E em…?
Nos tempos que correm, infelizmente, é o que está a dar: ” piiii…” AO PODER!
“É a vida”!!! e…
… “A vida é luta: TRAVA-A!”

25 05 2008
soniapessoa

eu quero um, eu quero um…

25 05 2008
tshhh

Caro Paulo,
É certo que o CV de ambos não se compara, reconheço que com clara vantagem para o Louçã, mas este Louçã, como político, tem deixado também muito a desejar, lembro-me dele nos tempos “medriocres” de um partidinnho apagado de extrema esquerda, fiel ao soviet mais estalinista ou ao maoismo mais “libertador”, nas campanhas eleitorais e utilizando os chavões do PREC, mesmo uma década depois…
As publicações mais recentes do Louçã continuam muito politizadas (ou seja, do ponto de vista de CV, só servem para fazer número, e os ensaios politicos são apenas artigos de opinião, como artigos de opinião os seus para mim possuem mais valor, além do mais, desde que chegam a cargos com destaque até um deputado sem habilitações passa a ser VIP em qualquer lado e serve para levar e trazer recados entre instituições, eles moderam debates, abrem conferencias e seminários, além de ser uma boa maneira de ganharem uns extras mais em ajudas de custo).
Deputado que se preze, vira qualquer coisa no sistema, e para o Louçã chegar académicamente onde chegou (depois de 1999) é apenas um dano colateral no percurso politico, facilmente chega a reitor, se quiser, o Sócrates facimente também obteria um lugar de relevo numa Universidade, inicialmente convidado para um lugar qualquer e, depois, incorporado com todas as regalias na carreira, mas ele, decerto, irá preferir algo que lhe garanta mais desafogo e protagonismo (pelo menos zela publicamente por isso), isto é, se os colegas de partido chegaram a lugares mais rentáveis porque ele também não há-de de acabar na administração de algo que pague aos politicos dinheiro e regalias a sério. neste ponto o Louçã está a ser “burro” e perde de caras para o Sócrates.
Quando apareceu o BE, a “conversa” ficou mais coerente, mas foi sol de pouca dura, fora pequenos rasgos que ocorrem. O BE acomodou-se à “gamela” de que todos os deputados comem e vivem em S. Bento, volta-meia-volta lembram-se do PREC e das origens, mas no fundo já são todos uns capitalistas com cartão de membro e tudo.
Da esquerda à direita são todos pares entre si…
Votar em qualquer um deles para lhes encher os cofres com o que por lei lhes é atribuído? NEM PENSAR! Votar em branco? É um risco que se corre e depois estatisticamente não serve para nada porque as leis foram feitas para esse voto de protesto não contar! Votar numa solução emergente, e que à partida não se vá alimentar do sistema? Parece ser esta a solução… Actualmente vejo um movimento que ainda não é partido a poder surgir com estes requisitos: o MEP (Movimento Esperança Portugal – melhor é possivel!.

26 05 2008
pedrodream

Tenho 41 anos, há mais de 12, bem mais…que deixei de votar em alguém. Seja ele(a) quem fôr.
Bando de cagalhotos que desde a chamada Revolução Sem Sangue (foi o que fez falta, o sangue), ainda não fizeram NADA por um país que poderia ser um grande paraíso europeu.
Perdi mesmo a paciência…discutir politica…?
Há coisas muuuuito mais interessantes que discutir.

Por vezes olho para jovens da minha idade e bem mais novos que me rodeiam, embrenhados até ao pescoço em politiquices partidárias, até arregalam os olhos!!…
Eles até se babam…E quando algum tubarão (do partido) vem à festa por eles organizada ou comício, ou debate…Irá -penso eu- ser orgásmico…

Mas…ainda não se aperceberam, na podridão filha da p…em que se vão meter

Tenho Orgulho de ser Português, mas Orgulho em viver em Portugal…

19 06 2008
Sensuously

Somehow i missed the point. Probably lost in translation 🙂 Anyway … nice blog to visit.

cheers, Sensuously.

4 07 2008
simoes

Portanto este blog reflecte a estupidez dos portugueses em sobreestimar quer tanto o Socrates como de Louçã…Sao ambos dotados de conhecimentos universitario…..bons cidadaos……Limpos……Ém Portugal faz sempre críticas destrutivas…faz parte da nossa cultura mentalidade retardada….que sempre assumimos claramente…e que claramente se vê a olho nu nas ex colonias as atitudes e escolhas erradas que custaram muitas vidas humanas e cujo perdao deveria ter sido pedida a esses paises..saímos de la destruindo tudo..em vez de deixarmos e criar la as nossas raízes..agimos de forma desumana ….as atitudes e comportamentos……todos se julgam engraçados e espertos ao ponto do cumulo da estupidez popular…….nao havendo lugar a utilizaçao da racionalidade…..antes a adoptar …….é o mundo de faz de conta…..onde todos criticam e ninguem faz nada………estrategia …Durao fugiu e Socrates avançou….sabendo que nosso país nao tem recursos necessarios para desenvolver uma estrategia nacional de cariz tecnologico ou de infraestruturas estando endividada dos pés a cabeça…….quer nas camaras quer a divida publica aumentou…….é so uma questao de tempo para a economia portuguesa desabar…desemprego …inflaçao….Nao esperem mais nada………….Mas apoiem aqueles que querem fazer alguma coisa…

4 07 2008
pjrcarvalho70

Exmo. Sr. Simões:
Este blogue apenas reflecte estupidez quando funciona como espelho, relativamente a alguns comentários.

Se V. Exa. é daqueles que no dia das eleições põem lá a cruzinha e aplaudem os políticos como heróis e continua a aplaudi-los mesmo que lhe tramem a vida diariamente, eu não! Não pertenço a essa seita masoquista.

Mas se acha que estamos bem servidos de políticos, apenas lhe invejo a felicidade em que deve viver…

Ou não será V. Exa. um dos administradores das Água de Portugal (empresa pública tutelada pelo Estado, logo por políticos) a quem foram pagos 2,5 milhões de prémios, com a empresa falida afundada em dívidas de dezenas de milhões de euros?

Sr Simões, escolha outra pessoa para brincar por favor!

Paulo Carvalho

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